Terça-feira, Julho 22, 2008

“Porque ele não é um Herói...”

Parece que a vida toda estive atrás de respostas. Explicações que me fizessem entender este verdadeiro e incompreensível amor abstrato que nutro por um personagem oriundo dos quadrinhos. Uma relação infalível, passível de erros e acertos, esculpida por somas em dinheiro significantes, muita paciência e rompantes de êxtase a conta-gotas.

Não é fácil ser fã de alguém como Batman, muito menos estar numa posição desprivilegiada, suscetível aos caprichos de uma corporação que, raras as exceções, nunca soube dar o devido valor a uma mitologia tão cativante quanto a que se construiu ao longo dos anos. Mito este construído com sangue e lágrimas, trancos e barrancos.

Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008) é o deleite definitivo, é a soberba deste ícone da cultura popular, mais que isso, é a recompensa de uma vida toda. É a réplica que tanto busquei na mídia impressa, televisiva e, claro, nas películas anteriores. Estamos diante da mesma urgência revolucionária que a minissérie homônima de Frank Miller em 1986, só que dessa vez, o que muda (e mudará!) é a maneira como se concebe um filme de super-heróis.

Mais vale agora uma seqüência com diálogos inteligentes na mão, que dois acéfalos superpoderosos voando. Tamanho sucesso nos dá o aval para especular sobre pelo menos duas questões prementes: (1) o início de uma nova era cinematográfica no Universo DC e (2) um chamado às armas (ou às vassouras) para rever alguns equívocos na linha editorial quiróptera recente.

Certo é que conjecturas tendem a caminhar no terreno das hipóteses, e assim sendo, não nos cabe a dura tarefa de pavimentá-lo, apenas traçar algumas linhas gerais e pontos de convergência sobre nosso testemunho naquela memorável tarde de sexta-feira (18 de julho).

Medo de Palhaço >>>

Fato. Heath Ledger passou longe de compor um personagem, o que ele fez foi recriar em nível molecular um monstro que supera todos os feitos engendrados pelo original, monstro não, estaria sendo injusto com a categoria, aquilo ali está mais para uma força da natureza do que um facínora qualquer com meia dúzia de pretensões maiores que o nariz. Um instrumento do caos, o nêmese, o pólo que anula o positivo de seu arquiinimigo.

A construção do vilão fugiu a maquiagem e os cacoetes de praxe, ali está o Coringa. Não o Coringa que conhecemos, a propósito, perto desse, todas as outras versões do palhaço do crime não passam de manifestações apócrifas. Este Coringa é factível, gênio, com domínio completo das faculdades mentais, capaz de forjar insanidade* balizando-a por meio de autocontrole.

Capaz de adaptar o jogo ao bel prazer, transformando as peças de um tabuleiro (autoridades, população, quadrilhas e um vigilante) em peões manipuláveis, posicionando-os em situações limites. E que situações, com uma tacada só, enquanto brevemente encarcerado, ele conseguiu ficar cara a cara com Batman e desestabilizá-lo, conseguiu desviar a atenção de todos colocando Rachel e Harvey onde queria e – pasmem – conseguiu até fugir mandando praticamente todo departamento pelos ares.

Aliás, a cena me parece uma releitura magnífica do acontecido em Gotham Central #15 (no arco Alvos Fáceis, publicado em DC Especial #11 da Panini), ocasião em que o Coringa deixou-se capturar e fez exatamente o que o seu semelhante em DK.

* Se há algum naco de demência nele, ele dá as caras na seqüência em que torra aquela dinheirama toda. De resto, nada pessoal, só curtição. Loucos sãos seus comparsas, esses sim.

Se os quadrinhos têm algum mérito nisso tudo, pelo menos no que toca a sua psique sã, creio que eles estão bem representados por três passagens em específico: (1) o diagnóstico de um dos médicos do Arkham no conto Estudo de Caso (por Paul Dini & Alex Ross); (2) a confissão que o próprio deixou escapar em Piada Mortal (por Alan Moore & Brian Bolland) e (3) o visual que, contrariando as convicções da esmagadora maioria, seguiu fielmente os esboços rascunhados em 2005 por Lee Bermejo.

Wayne & Cia. Ltda. >>>

Por diversas vezes me vi perdido em pensamentos divagando sobre o quão oportuno seria atacar com alguma regularidade o cotidiano incomum das massas gothamitas.

As experiências do dono de bar que se habituou aos vultos sombrios que esporadicamente arremessam clientes pelas vidraças; o relato da garçonete que escapou ilesa de uma investida de Victor Zsasz, sem qualquer ajuda; os temores dos três enfermeiros que se revezam semanalmente para entrar na cela acolchoada do Coringa e realizar seu trabalho (provendo-o com a alimentação e aquela ajudinha básica nas necessidades fisiológicas). Enfim, um mundo em que Batman existe, mas não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

Excetuando o filão de histórias que surgiu com a premissa de Legends of the Dark Knight (episódio #19 de The New Batman Adventures – assista >>> parte 1 & 2), só me vem à tona o antológico Superalmanaque DC #01* (1990) e Batman: Noites de Gotham (1994), ambos publicados pela Editora Abril.

* Cuja seqüência supra, acredite, foi roteirizada por ninguém menos que Neil Gaiman.

Na minha ótica, o melhor de DK reside justamente na primazia em deixar os anseios do protagonista um pouco de lado e apostar com sobriedade na figuração e nos coadjuvantes, conferindo voz e rosto aos protegidos de Batman.

E não são poucos os seguimentos que propõem igual silogismo, que seja nos justiceiros improvisados (entusiastas da cruzada de Batman), ou no funcionário espertalhão que somou um mais um e descobriu que Bruce Wayne não passa de um bon vivant de fachada, ou, quem sabe, na eventualidade das barcas*.

* Que, diga-se de passagem, abre uma janela enorme para os cidadãos que não crêem na existência de um guardião sombrio.

Nada é gratuito. Nada se perde ou deixa de ser abordado (ou subentendido). Todo o elenco de suporte dança conforme a música do roteiro, roteiro este em stricto senso, embasado em minúcias que denotam até que ponto a produção foi para torná-lo crível a partir do incrível*.

Exemplos (a) ↔ uma das poucas frases dirigidas por Alfred ao patrão dá a entender que nem mesmo ele (Bruce) conhece inteiramente seu passado. Isto fica um tanto evidente quando o mordomo narra a história “dos diamantes”, provavelmente remetendo-se ao período em que trabalhou para o serviço secreto britânico(b) ↔ a origem do Coringa é nebulosa como tem que ser, mas o monólogo que finaliza a cena do roubo ao banco parece ser um vislumbre da verdade que conhecemos ↔ (c) ↔ a ausência da caverna é justificada nos últimos minutos de Begins, com a “melhoria dos alicerces no canto sudeste”, algo que de certa forma tangencia com a decisão de deixar a mansão no fim da década de sessenta(d) ↔ o pacto de justiça** é reeditado de maneira tal que o êxito da trindade vem em dose cavalar, digo, 546 prisões(e) ↔ o recurso do sonar digital nos 30 milhões de celulares em Gotham guarda algumas similaridades com OMAC, mesmo que longe das vias do fato, mas que guarda, guarda.

* Na China, em vez de facilitarem as coisas com uma aeronave personalizada cruzando o globo, o que se sucedeu foi uma preparação logística impecável, providenciando-se álibi, engenhocas e rota de fuga ¹.

¹ Falando em fuga, por essa eu não esperava. O veículo pra macho mais desejado da década teve que autodestruir-se para dar lugar ao Pod, um módulo de fuga no melhor estilo “Akira”.

** Quebrado, precisamente no hospital, quando vemos um Harvey Dent de perfil pedindo a Jim Gordon que o lembre daquele velho apelido. O “Harvey Duas Caras” que se seguiu, fez com que o promotor revela-se a face desfigurada oculta. O que veio depois foi uma baforada criogênica em sete vértebras cervicais.

O Reverso >>>

Ainda que mantivesse contato diário com a escória, Bruce conseguiu vencer parte da escalada conservando-se íntegro, jogando extra-oficialmente com o sistema. A necessidade de “um Batman” parecia provisória, visto que os objetivos iniciais estavam se consolidando e um substituto à altura (Dent) começava a engatinhar.

O surgimento do Coringa não é apenas frustrante, ele vai de encontro com todos os seus princípios e o faz despertar para a longevidade da missão. Pior, ao passo que a guerra ao crime provocava uma queda vertiginosa na criminalidade urbana, ela também parecia semear uma laia mais extrema de criminosos. Vencê-la* implicaria mudanças que o colocariam definitivamente em uma estrada sem volta.

Ventilar a possibilidade de incorrer no sexto mandamento bíblico seria apenas o menor dos problemas, a tentação que facilitaria as coisas, que o atormentaria crise após crise.

Algo que por sinal se tornaria um círculo vicioso degradante e inevitável.

* Será mesmo que houve uma vitória? Tantas perdas. Tanta destruição. Tantos axiomas deixados pra trás? Será?

A Ruptura >>>

A exposição do comissário ao filho sobre o que o amigo estaria predestinado a se tornar daquele dia em diante é de longe a maior declaração de amor que o personagem jamais sonhou ter. Chegávamos ao clímax de imperceptíveis 152 minutos de projeção, as palavras de Jim não paravam de ecoar no meu subconsciente e lá estava ele, um pária, um road warrior maltrapilho, tal qual como um Max Rockatansky, sem rumo, sem destino, só trevas, só trevas.

Escrito por LUWIG

Segunda-feira, Julho 07, 2008

A Escalada

Nos minutos finais de Begins, James Gordon e Batman travam um interessante diálogo acerca dos feitos do vigilante e suas repercussões, policiais corruptos temerosos deixando o departamento, esperança nas ruas, fugitivos da justiça, enfim, da “escalada”, termo que o então tenente usou para definir a adaptação dos criminosos aos novos tempos.

Gotham Knight (2008) segue à risca as previsões do policial, consolidando o itinerário que o cavaleiro terá que vencer até as trevas, até sagrar-se o símbolo que almejou ser. É disso que se trata esta impecável animação que a princípio, confesso, me deixou receoso visto que o projeto seguiria os moldes de um anime, isto é, passível de toda sorte de cacoetes japoneses que em verdade nunca funcionariam neste universo.

Para felicidade geral da nação, os nipônicos estavam muito bem assessorados com a prata da casa*, tanto que o retrospecto geral do filme, por ser tão rico narrativamente, deixa a sensação inevitável de que dias melhores virão, de que os quadrinhos do personagem poderiam buscar esta linguagem no lugar de mudanças estapafúrdias vestidas de kilt.

* Alan Burnett, Brian Azzarello, Bruce Timm, David Goyer e Greg Rucka.

(1) Have I Got a Story for You (Eu Tenho uma História para Você) >>>

Primeiro conto de seis que estão por vir, este se foca numa conversa informal entre garotos skatistas sobre as impressões que cada um teve ao se defrontar com o cavaleiro das trevas. São as mais díspares possíveis, com licenças poéticas beirando a lorotas, parte-se do espectro das sombras (que por sinal remete a criatura de Red Rain, Bloodstorm e Crimson Mist – oriunda da Terra 43), segue com o testemunho sobre o morcego-humano e finaliza com o autômato (similar ao da alternativa de patrulhamento de Reino do Amanhã).

Dos quatro amigos, só um nunca havia presenciado até ali o Batman em ação. O que para fechar a série de coincidências (visto que todas as histórias são sobre a perseguição do mesmo bandido escorregadio), se resolve a seguir com o mesmo agindo ao vivo e em cores e, de quebra, recebendo uma ajudinha daquele menino.

O roteiro é de John Olson (de Marcas da Violência) e pode ser compreendido como uma releitura de Legends of the Dark Knight, episódio #19 de The New Batman Adventures ou, se preferir, de Batman #584 de Ed Brubaker & Scott McDaniel (alvo de devassa no nosso Guia Underground). Trata-se de um storytelling educativo, que serve para informar o espectador pára-quedista (que só viu Begins) acerca do mito urbano do Batman e uma das maneiras com a qual ele se dissemina em Gotham.

(2) Crossfire (Fogo Cruzado) >>>

O capítulo em questão dá início a idas e vindas numa colcha de retalhos cronológica costurada com perfeição, algo que, também devo confessar, era inesperado, uma vez que cada seguimento prometia a dinâmica auto-suficiente de um Batman P&B.

Assim sendo, o que acontece aqui é imediatamente após as circunstâncias apresentadas no terceiro episódio (Field Test), ocasião esta em que Batman funcionou como um mediador* entre dois chefões locais. Mas voltando ao objeto do tópico, somos apresentados aos detetives Crispus Allen e Anna Ramirez, integrantes da Unidade de Crimes Hediondos do Tenente James Gordon, destacados para conduzir Jacob Feely (o criminoso high-tech capturado no episódio anterior) de volta ao que suponho ser o Asilo Arkham.

* Nos quadrinhos, tática idêntica resultou num banho de sangue sem precedentes.

Regressando de lá, param o carro no meio do nada e dão início a um debate acirrado sobre a relevância de Batman em Gotham. Se por um lado, Allen é totalmente avesso ao vigilantismo (como no original), por outro, Ramirez crê no meio-termo onde está aquela figura sombria fazendo alguma diferença. O fato é que só tomam nota do quanto à discussão é inócua quando percebem que seu veículo está exatamente no meio do que será uma guerra por território (entre Russo e Sal Maroni).

Estava óbvio (pelo menos pra mim) que o dono do presente roteiro era Greg Rucka por dois motivos: (1) dentre os ilustres escribas selecionados a dedo para tocar o projeto, ele era o mais apto a desenvolver um eventual segmento com a UCH; e (2) sempre consegue arrumar um jeito de estar próximo das mulheres de sua vida (Renee Montoya em 52 assumindo-se como a sucessora de Vic Sage, o Questão, e Sasha Bordeaux como a Rainha Negra do Xeque-Mate).

A propósito, pode apostar que o nome de Montoya foi vetado (mas substituído por sua dublê aqui) pelos mesmos motivos que colocaram Kathy Kane na geladeira. Trocando em miúdos, nada de polêmica homossexual às vésperas de The Dark Knight.

Curioso é que isso trouxe de volta uma recordação de lá do fundo do baú. Lembra de uma seqüência do antológico episódio duplo Apokolips... Now! de Superman: The Animated Series em que Maggie Sawyer é ferida durante uma investida da Intergangue (patrocinada secretamente por Darkseid) e fica temporariamente inconsciente num hospital? Pois bem, no quarto estão Will Turpin e uma mulher (não identificada) aguardando ela recobrar os sentidos. Quando o faz, perdoe-me a malícia, mas o olhar daquela moça passa ao longe de uma mãe, irmã ou o que for. Aliás, o olhar de espanto de seu parceiro diz tudo.

O que aconteceu foi que Bruce Timm, Rick Fogel e Dan Riba voaram abaixo do radar sugerindo a inversão sexual da personagem em tela. Anos mais tarde, em 2002 para ser mais exato, naquela Detective Comics #764 (Batman #03 da Panini), a mesma idéia foi captada, reaproveitada e inserida por Rucka na cronologia em celulose numa história de transição com a policial de Metropolis mudando-se para Gotham e assumindo o cargo e a patente que era de Harvey Bullock (que acabara de se demitir devido às repercussões do arco Policial Ferido – ver 01-02-03).

(3) Field Test (Teste de Campo) >>>

Sob pena de me repetir, o que se sucede neste conto ocorre antes de Crossfire. Portanto, em paralelo, seguimos em frente com a mitologia instaurada em Begins, particularmente na relação de escambo tecnológico* entre Bruce Wayne e Lucius Fox.

Em busca de gadgets que facilitem o dia a dia de sua vida noturna, o playboy fingido descobre uma iguaria e tanto: um dispositivo com princípios eletromagnéticos que cria uma zona segura para seu usuário, repelindo metais. Sem dúvida uma mão na roda pra quem nutre relações íntimas com projéteis expelidos por armas de fogo.

O problema é que o aparato tem exatamente as mesmas conseqüências enfrentadas pelo homem de aço e sua epiderme invulnerável, ou seja, a trajetória imprevisível que as balas tomariam quando desviadas.

Pode-se dizer que é o mais fraco da antologia de curtas-animados, não por conta do roteiro de Jordan Goldberg ou a direção de Hiroshi Morioka, mas sim pelo visual andrógeno do protagonista enquanto civil e “Power Ranger” como Batman.

* Se não havia ficado implícito em Begins, em Field Test ficou explícito que o CEO da Wayne Enterprises tinha conhecimento das atividades extracurriculares de seu patrão desde a transmissão ao vivo da inauguração de um Tumbler na “cor preta” e sua intromissão com o antídoto da toxina do Espantalho.

(4) In Darkness Dwells (Esconderijos na Escuridão) >>>

Poucas vezes testemunhei uma atmosfera lúgubre ser destilada com tanta propriedade em uma animação quanto à existente neste capítulo. E o interessante nisso é que a simplicidade do enredo de David Goyerpautado num histórico de fugas alucinantes* de Waylon Jones nos quadrinhos – e o apuro técnico da Madhouse (empresa que desenvolveu o anime de Death Note) tiveram êxito em transmitir algo impensado: uma história com o texto e os esboços de Mike Mignola, mas sem o texto e os esboços de Mike Mignola.

Espreitando-se pelos esgotos, Batman chama para a si a responsabilidade de resgatar um alto dignitário da Igreja Católica que vinha ajudando os desabrigados da cidade. Como obstáculos, temos o próprio Crocodilo, funcionando aqui como um leão-de-chácara do seqüestrador, Jonathan Crane (visto pela última vez na fuga em massa do Asilo Arkham no clímax de Begins).

* Como a que desembocou em Detective Comics #410 ¹ ou Batman #521-522 (ver 01-02-03-04).

¹ Adaptada fielmente no episódio Sideshow (Show à Parte) na 3ª temporada de Batman: The Animated Series.

(5) Working Through Pain (Lidando com a Dor) >>>

Meu favorito, ponto. Segue um conceito de narrativa que muitos fãs gostariam de ver materializado nas leituras quirópteras: a confusão entre o passado e o presente de Bruce Wayne, mostrando-o em situações contemporâneas aplicando a teoria adquirida na peregrinação ao caso concreto.

Ambientado em duas frentes de batalha, vemos o mesmo ora com ferimentos à bala, em meio a lances de escadas e dejetos no esgotamento sanitário de Gotham, ora em vislumbres de um ontem na Índia aprendendo técnicas proibidas de faquires (Bhusara) com uma mulher misteriosa.

A história segue o roteiro de Brian Azzarello e o visual da animação fica por conta da Studio 4C que, entre outras coisas, tem no currículo alguns dos segmentos de The Animatrix.

(6) Deadshot (Pistoleiro) >>>

Derradeiro conto de Gotham Knight, tem consigo a premissa de que alguém colocou um preço pela cabeça de James Gordon e há fortes indícios de que um dos mais eficientes assassinos profissionais do mundo esteja na cidade para o serviço, Floyd Lawton, o Pistoleiro.

Preocupado com a possibilidade de o Tenente ser atingido por um tiro de uma distância superior a 2 km, o detetive Crispus Allen revela a Batman a deficiência da polícia na cobertura de todos os flancos, sendo sua vigilância algo vital para a sobrevivência do superior nos próximos dois dias. O cerco que se forma é perfeito, contudo existe um trecho desprotegido onde um trem* passaria a uma velocidade de 100 km/h no horário e nas proximidades do local em que Gordon estaria.

Algo, portanto impraticável para uns, mas para Lawton apenas mais um alvo em movimento. Só pra constar, roteiro do premiadíssimo (e infalível) Alan Burnett.

* Que, diga-se de passagem, dá margem a um quebra e tanto entre os dois.

Por fim, Gotham Knight não é um mero aperitivo, mas sim a sobremesa que o garçom trouxe por engano antes do prato principal (Dark Knight).

Escrito por LUWIG